Rotaractices

Arquivado em rotaract January 31, 2007 – 1:29

Hoje vi algo na televisão que me deixou muito feliz e ao mesmo tempo revoltado.

Depois do telejornal a RTP deu uma reportagem em Timor sobre uma dentista missionária, assim que ouvi isto lembrei-me da que antes de eu entrar o Rotaract tinha levado a cabo uma série de acções com o objectivo de comprar uma carrinha que servisse de consultório dentário. Eis que uma imagem revela uma carrinha com os símbolos do Rotaract, do Interact e do Rotary, toda uma reportagem demonstrou como o esforço de envolvidos produziu frutos e a importância que estão a ter naquela região. Esta foi parte que me deixou feliz.

No entanto fiquei revoltado por não terem sido capazes de dizer uma palavra sobre a origem da carrinha, um programa da televisão pública Portuguesa que não soube dar um bocadinho de valor ao esforço de Portugueses, não era pela publicidade em si, era para que quando falasse com alguém sobre o Rotaract pudesse haver a possibilidade de me dizer que tinham ouvido falar numa entrevista que deu sobre uma missão em Timor. As instituições não sobrevivem sem pessoas e as pessoas não aderem às instituições facilmente.

Quinta-feira devíamos escolher o próximo Presidente do RTC Mafra, a escolha seria natural e fácil não fosse a insegurança e medo de assumir responsabilidades de certas pessoas que são mais do capazes de o fazer. Enfim, vamos ver no que isto dá.


| 1 Comentário »

Bruxelas, dia 2 - parte 2

Arquivado em rotaract, viagens December 9, 2006 – 18:27

Rotaract

Os contactos tinham sido feitos há algum tempo e o convite de participar na actividade social do Rotaract Club Bruocsella “Operação Thermos”, que consiste na distribuição de uma refeição quente aos sem abrigo da cidade, aceite por mim e pela Rita do Lisboa-Estrela. O Martin do Rotaract de Bruxelas foi impecável ao ligar-me a perguntar se tinha feito boa viagem e a dar-me as indicações de como ir ter à Universidade Livre de Bruxelas, com direito a SMS e tudo para não me esquecer do nome das estações.

Chegados à universidade o primeiro grande contacto com os belgas foi… estranho. São muito reservados, o que se passou foi algo do género “Estes são os Portugueses”, “Olá Portugueses” e continuaram como se nós não estivéssemos ali. Mais tarde vieram sentar-se junto de nós, conversaram um bocadinho connosco e quando reparámos já estavam novamente a falar entre eles em francês. Entretanto a comida estava a ser cozinhada e quando finalmente ficou pronta carregámos tudo para o autocarro da Carris lá do sitio e seguimos rumo à estação central. Pelo caminho fiquei a saber que a actividade é organizada pelo RTC Bruocsella 6 vezes por ano e que convidam sempre outros dois clubes, neste caso era o RTC Bruxelas e outro dos subúrbios que não consegui apanhar o nome.

Na estação as pessoas distribuíram-se pelos vários tabuleiros de comida, eu optei por ficar de fora e Rita ficou, se não me engano, a dar o puré. O meu objectivo era ficar a conhecer como funciona o Rotaract na terra das couves mirradas, e o Ben revelou-se um bom conversador. Entre outras coisas explicou-me que lá fazem reuniões distritais todos os meses com o objectivo de coordenar os projectos dos vários clubes, eu expliquei-lhe que nós cá fazemos conselhos distritais para cumprir estatutos, lá têm um presidente distrital, nós temos representante, lá chamam a conferência distrital de fim de semana lúdico, nós chamamos de conferência, lá dão primazia a grandes actividades sociais e depois centram muita da sua actividade na componente do companheirismo.
Finda a distribuição regressámos à universidade para limpar a cozinha, era tanta gente que em pouco tempo estávamos num restaurante onde o café era Camelo e, viemos a saber mais tarde, o dono Português, aqui já conseguimos quebrar o gelo e a comunicação com nossos companheiros belgas foi bem mais agradável. Houve gargalhadas, cerveja e prato típico com um nome impronunciável.

No fim o cansaço já se tinha apoderado completamente da Rita e o Ben deu-nos uma boleia até ao hotel.

Fiquei um pouco desiludido, esperava mais hospitalidade e o facto de nem sequer termos tirado uma foto todos juntos ilustra a distância que existiu entre nós. Para a próxima tento conhecer companheiros de Itália.


| 2 Comentários »

Cambada de irresponsáveis

Arquivado em rotaract, sei lá October 31, 2006 – 14:30

Confesso que estou capaz de desancar uma data de gente!

Será assim tão difícil fazer uma inscrição a tempo e horas? Atrasos nos pagamentos* eu até consigo compreender, afinal ainda hoje é dia 31 e nem todos têm o ordenado já disponível, eu também não tenho, mas pelo menos avisem. Mas não consigo perceber que só hoje alguém se inscreva numa conferência cujo o prazo de inscrição foi alargado de 30 de Setembro para 27 de Outubro, não consigo perceber que as pessoas tenham a lata de pagar o preço normal quando deviam pagar o preço com multa e nem sequer falam com quem organiza…

Garanto que se dependesse de mim nenhuma das inscrições feitas esta semana eram aceites e todas as que foram feitas no prazo alargado tinham pago a respectiva multa. É por sermos moles que as regras não se cumprem, é por pensarmos que a quantidade é importante que desprezamos a qualidade.

Noutro assunto apraz-me fazer o seguinte trocadilho: À mulher de César não basta parecer séria, há que sê-lo.

Actualização: Depois do comentário do “jpgn” convém explicar que os atrasos nos pagamentos a que em refiro são referentes ao pagamento da inscrição da dita conferência.


| 4 Comentários »

Lideranças

Arquivado em rotaract May 5, 2006 – 14:36

No passado fim de semana realizou-se o XXII Congresso de Rotaract e VI de Interact, foram 3 dias de grande companheirismo e que me serviram para analizar como são os outros clubes.

Para quem não conhece o movimento eis os principais objectivos:

  1. Desenvolver liderança e perícia profissional;
  2. Difundir o respeito pelo direito dos demais, com base no reconhecimento do valor de cada um;
  3. Reconhecer o mérito de todas as ocupações úteis como oportunidades para servir a sociedade;
  4. Reconhecer, praticar e promover padrões de ética, capacidade de liderança e responsabilidade profissional;
  5. Estudar e compreender as carências, os problemas e as oportunidades de servir na comunidade e no mundo;
  6. Proporcionar oportunidades para actividades pessoais e em grupo com o objectivo de servir à comunidade e promover a boa vontade e a compreensão internacional.

Para mim os pontos 1 e 4 não têm tido a relevância que deviam, os grandes líderes são cada vez menos e mais pequenos e foi por isso que achei fantástica a forma como os participantes do congresso aclamavam o nome da Representante-Eleita - ainda que estivesse presente na qualidade de Presidente do RTC Algés.

Existem dois tipos de líderes: os natos, que têm uma “estranha” capacidade de levar as pessoas a segui-los. e os que aprendem a liderar.

Para se ser líder tem de se preencher alguns requisitos:

  • saber falar;
  • ter postura;
  • saber ouvir;
  • ter capacidade de iniciativa.

Quando digo “saber falar” refiro-me aos vários tipos de discurso que um líder tem de ter, falar pessoalmente com alguém não é a mesma pessoa que discursar perante uma sala cheia e não são raros os casos em após um discurso brutal uma conversa demonstra o vazio de quem o proferiu. Depois há que ter postura, ser sério sem se ser cinzento, saber escolher o momento para se “entrar na loucura”. E fundamentalmente saber ouvir, porque um líder que não ouve acaba por ser autista e as pessoas deixam de se identificar com ele.
Deixei para último a capacidade de iniciativa, é que ser-se líder trás várias chatices mas a pior é toda a gente ficar à espera que o líder faça, se o líder não fizer então ou ninguém faz e o grupo torna-se inerte e dissolve-se ou alguém acaba por fazer e começa a despontar como novo líder.

Em Rotaract todos devem ser líderes:

  • o Representante Distrital deve liderar os Presidentes dos clubes;
  • os Presidentes devem liderar os restantes membros dos clubes;
  • os membros dos clubes devem liderar projectos desenvolvidos no clube.

Infelizmente, e isto pode ser o meu lado negativo a falar, não vejo muitos líderes no movimento rotário, as pessoas têm medo de se comprometer, de tomar a iniciativa ou simplesmente de falar. É por isso que me congratulo por ver que a próxima Representante do Distrito 1960 de Rotaract tem o respeito e aclamação de todos como tem, concerteza vai conseguir liderar os presidentes a liderarem os seus clubes e no processo novos líderes vão surgir.


| Sem Comentários »